EXEMPLO REGIONAL: Doryteuthis plei (Blainville, 1823) f085x.JPG (7170 bytes)
NOME VULGAR: lula
POSIÇÃO SISTEMÁTICA: (segundo Rios, 1994)
  • Filo: Mollusca
  • Classe: Cephalopoda
  • Subclasse: Coleoidea
  • Ordem: Teuthoidea
  • Sub-ordem: Myopsida
  • Família: Loliginidae
  • Gênero: Doryteuthis
  • Espécie: Doryteuthis plei
  • Sinonímia: Loligo plei
  • Autor da espécie e ano da descrição: (Blainville, 1823)
HÁBITAT/MODO DE VIDA:
Doryteuthis plei, vive na massa d’água e é, portanto, pelágica como as demais lulas. Nadam velozmente através da propulsão produzida por um jato de água expelido por um sifão próximo à cabeça e pelo movimento dos braços. Em função da capacidade de natação, são classificados como seres nectônicos.
DESCRIÇÃO DO ANIMAL:
As lulas apresentam corpo alongado e cabeça bem desenvolvida, provida de um par de olhos. Da cabeça partem dez tentáculos com ventosas, dos quais dois são maiores e apresentam ventosas apenas na extremidade. Nos machos, o quarto braço direito ou esquerdo modifica-se como órgão copulador e é chamado de hectocótilo. As lulas possuem duas nadadeiras laterais (aletas) na parte posterior do corpo, as quais equilibram o animal durante a natação.
Doryteuthis plei possui corpo longo e delgado e aletas rombóides com lados retos. Apresentam uma concha interna semelhante a uma pena estreita (gladius), corpo avermelhado escuro com dorso marrom, especialmente ao longo da linha dorsal mediana. Nos machos adultos ocorre uma faixa lateral longitudinal amarela e um sulco cutâneo ao longo da linha mediana ventral. O comprimento do corpo dos machos é de aproximadamente 35 cm e o das fêmeas, 22 cm.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA:
Doryteuthis plei é encontrado desde Nova Jersey (EUA) até o Mar Del Plata na Argentina.

HÁBITOS ALIMENTARES:
Doryteuthis plei, como as outras lulas, são animais tipicamente carnívoros que se alimentam sobretudo de peixes e crustáceos, utilizando as mandíbulas em forma de bico córneo para dilacerar o alimento.

REPRODUÇÃO:
As lulas são dióicas, ou seja, cada indivíduo produz apenas um tipo de gameta (espermatozóide ou óvulo). A fecundação pode ser interna, na cavidade paleal, ou externa, mas sempre há cópula. Durante a cópula o hectocótilo transfere os espermatozóides envoltos em uma cápsula gelatinosa (espermatóforo) para a cavidade paleal da fêmea. O desenvolvimento é externo e direto, ou seja, do ovo surge um novo indivíduo semelhante ao adulto.
Doryteuthis plei apresenta dimorfismo sexual em função da presença do sulco ventral e coloração dos machos. Adultos maduros desta espécie são encontrados durante todo o ano e seus ovos são colocados fixados ao substrato.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
Rios, E. Seashells of Brasil. 2 ed. Rio Grande: Ed. da FURG. 1994. 368p.
Ruppert,E.E. & Barnes, R.D. Zoologia dos Invertebrados, 6 ed. São Paulo: Ed. Roca. 1996. 1028p
Jensen, R.H. & Harasewych, M.G. Gastropoda. In: Sterrer, W. & Schoepfer-Sterrer, C. Marine Fauna and Flora of Bermuda - A Systematic Guide to the Identification of Marine Organisms. New York: John Wiley & Sons, Inc., 1986: 742p., p. 397-460.
ELABORAÇÃO DESTA FICHA:
Rita de Cássia Farani Assis, Ana Verena Madeira e o aluno André Luís de Oliveira Dias.
E-mail: rfassis@ufba.br
AUTOR DA FOTO: Gustavo Moncôrvo

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