EXEMPLO REGIONAL: Branchiostoma platae (Hubbs,1922).

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NOME VULGAR: anfioxo

POSIÇÃO SISTEMÁTICA: (segundo Brusca & Brusca, 1990; Bigelow & Farfante, 1948)

  • Filo: Chordata
  • Subfilo: Cephalochordata
  • Classe: Leptocardii
  • Ordem: Amphioxiformes
  • Família: Branchistomidae
  • Gênero: Branchiostoma
  • Espécie: Branchiostoma platae
  • Autor da espécie e ano da descrição: Hubbs, 1922

HÁBITAT/MODO DE VIDA:   
Como os demais anfioxos, B. platae é um animal exclusivamente marinho, bentônico, que vive enterrado superficialmente em substrato areno-lodoso, particularmente na maré seca da zona entremarés. Habita também zonas mais profundas do sublitoral. Os adultos enterram-se numa posição oblíqua, com a região ventral para cima e a boca para fora. Quando a água cobre o substrato eles nadam ativamente, ondulando o corpo lateralmente com movimentos sinuosos.

ASPECTOS MORFOLÓGICOS:
Quando vivo, B. platae é cor de pele e semi-transparente mas, quando colocado em conservante (álcool), torna-se opaco e esbranquiçado. Mede de 6 a 7 cm de comprimento. Seu corpo é afilado nas extremidades (lanceolado) e comprimido lateralmente; de cada lado vê-se por transparência em adultos férteis, uma série de gônadas, o que é característico do gênero. Na região anterior, antes da boca, abre-se uma cavidade na porção ventral do corpo.
Os Cefalocordados são freqüentemente considerados como grupo-irmão dos Craniata.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: 
Mundial: do estuário do Rio de La Plata na Argentina, provavelmente até o estuário do Rio Amazonas.
No Estado: de distribuição desconhecida, mas encontrado freqüentemente na praia da Ribeira em Salvador.

HÁBITOS ALIMENTARES:
Alimentam-se principalmente de bactérias, vários protozoários, crustáceos e ovos de invertebrados, retirados por filtração da água circundante. Podem ingerir grãos de areia, vistos no tubo digestivo por transparência.

REPRODUÇÃO:
Como os demais anfioxos, possivelmente B. platae tem sexos separados, sem dimorfismo sexual, e fecundação externa; o zigoto desenvolve-se em larva pelágica que gradualmente assume a forma e o tamanho do adulto.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
Bigelow, H. B. & Farfante, I. P. Lancelets. In: Tee-Van, J.; Breder, C. M.; Hildebrand, S. F.; Parr, A. E. & Schroeder,W.C. Fishes of the Western North Atlantic. New Haven: Sears Foundation for Marine Research, Yale     University. 1948: 576p., p.1-28.
Brusca, R. C. & Brusca, G. J. Invertebrates. Sanderland, Massachussets: Sinauer Associates Inc. 1990. 922p.    1990.

ELABORAÇÃO DA FICHA:  
Virgínia Guimarães Almeida e Solange Peixinho.
E-mail: valmeida@ufba.br

AUTOR DA FOTO: Leo Ximenes

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